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Fissuras em revestimentos, entenda o que são e como evitar que se formem.

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Produtos de baixa qualidade, aplicação errada do revestimento e fatores internos e externos da argamassa podem ocasionar a fissura na obra. Entenda o que são e como evitar que elas se formem.

As fissuras são o tipo mais comum de patologia encontradas nas edificações. E são formadas devido a atuação das tensões nos materiais, ou seja, quando a solicitação for maior do que a resistência do material ele tende a aliviar sua tensão ocasionando a fissura.

Nas argamassas de revestimento a incidência de fissuras, sem que haja movimentação e/ou fissuração da base (estrutura em concreto, alvenaria), ocorre devido a fatores relativos à execução do revestimento argamassado, solicitações higrotérmicas, e principalmente por retração hidráulica da argamassa.

Luis Alfredo Falcão em seu livro Materiais de Construção cita as principais causas da, segundo ele a fissuração é ocasionada em função de fatores intrínsecos, como o consumo de cimento, o teor de finos, quantidade de água de amassamento, e de outros fatores que podem ou não contribuir na fissuração, como a resistência de aderência à base, o número e espessura das camadas, o intervalo de tempo decorrido entre a aplicação de uma ou outra camada, a perda de água de amassamento por sucção da base ou pela ação de agentes atmosféricos.

Conheça alguns fatores que podem ocasionar a fissura:
Agregado com granulometria não contínua

O agregado deve apresentar granulometria contínua e teor de finos adequado. O excesso de finos acarreta maior consumo de água de amassamento, gerando maior retração por secagem.

Capacidade de retenção da água.

As condições ambientes e a capacidade de retenção de água da argamassa fresca podem regular a perda da umidade do revestimento para a base durante as fases de endurecimento e desenvolvimento inicial de resistência. Assim a falta e/ou deficiência de molhagem da base antes da aplicação de cada camada de revestimento pode resultar num processo gerador de fissuras.

Em regiões muito quentes, com umidade relativa do ar baixa, ensolaradas e com ventos, é preferível utilizar primer específico (também úmido, para evitar a aplicação do emboço sobre primer seco), a confiar na molhagem abundante da base.

Deficiência ou falta de cura do revestimento

A deficiência ou falta de cura do revestimento é também uma das causas geradoras de fissuração. As fissuras por retração hidráulica em geral não são visíveis a não ser que sejam molhadas, e a água penetrando por capilaridade assinale sua trajetória.

Umidificações sucessivas podem gerar mudança na tonalidade, permitindo visualização das fissuras inclusive com o paramento seco. A água de cal sai pelas fissuras formando carbonato de cálcio de cor esbranquiçada ou escurecimento das mesmas por deposição de fuligem.

As micro fissuras de retração hidráulica podem ser cobertas sobre película de tinta (pintura).

A espessura da camada

A abertura das fissuras é proporcional à espessura da camada do revestimento fissurado. O revestimento deve ser o menos espesso possível, caso as irregularidades da superfície ou a impermeabilidade exija determinada espessura, se faz necessário aplicar o revestimento em camadas.

Nas argamassa bem proporcionadas, as ligações internas são menos resistentes e as tensões podem ser dissipadas na forma de microfissuras à medida que ocorrem nas microscópicas interfaces entre os grãos do agregado e a pasta aglomerante.

Nas argamassas ricas em aglomerantes, com maior limite de resistência, às tensões se acumulam e a ruptura ocorre com aparecimento de fissuras macroscópicas.

A aplicação de uma camada de emboço excessivamente rico em cimento ocasionará um revestimento sem a necessária elasticidade, não acompanhando eventuais movimentações da base, fissurando-se.

Aderência a base

São fatores que estão diretamente relacionado com a base (sua natureza, sua espessura e seu estado), com o revestimento (sua granulometria, o aglomerante empregado e sua dosagem e a espessura) e as condições atmosféricas. A experiência do operário é fundamental, uma vez que deve conhecer o momento ideal, no qual a argamassa ainda conserva uma pequena plasticidade superficial para as operações de sarrafeamento, de maneira que eventuais fissuras sejam fechadas, e as tensões potenciais de tração devidas à retração antes da pega sejam anuladas.

Pode ocorrer que o revestimento tenha boa aderência à base, porém, caso esta apresente menor resistência, poderão ocorrer fissuras e posterior destacamento do revestimento.

Quanto maior é a aderência do revestimento, mais próximas e finas serão as fissuras; e portanto, primordial uma boa aderência.

Quando se verificam as características de uma fissura no revestimento, como extensão e abertura, é essencial observar se a mesma coincide com uma fissura na base (alvenaria ou estrutura). Geralmente, nestes casos, a configuração da fissura é distinta da mapeada, atribuindo-se outras causas para o quadro patológico.

Inúmeras outras causas podem gerar fissuras em um revestimento, mas, apesar da patologia também se manifestar no revestimento argamassado, tem sua origem relacionada a outros elementos da edificação.

Como solucionar as fissuras

O primeiro passo para recuperar uma fissura é chegar à definição precisa da sua causa. Uma vez que as fissuras na estrutura são mais complexas de serem recuperadas e precisam de uma análise mais técnica.

Já as fissuras superficiais geralmente são corrigidas com selantes elásticos e existem no mercado até mesmo tintas especiais que são capazes de tolerar deformações sem fissurar.

Confira a recuperação de fissuras a partir do sistema que se baseia em membranas acrílicas e selagem:

Fotos: Renato Sahade/ATS

Como prevenir

Mas muito melhor do que restaurar é prevenir que as fissuras se formem, por isso, aqui na Andrelit sempre estamos pesquisando e desenvolvendo produtos capazes de reduzir as fissuras.

A argamassas da Andrelit possuem múltiplo uso e projeção possuindo granulometria contínua e com a quantidade exigida de finos. Além disso, realizamos ensaios para a retenção de água e resistência à aderência especificada pela NBR 13.749 que define os limites de resistência à aderência.

E além de tomarmos esses cuidados possuímos uma linha de argamassas com fibras de vidro, ou seja, são adicionadas fibras que diminuem a retração plástica e / ou térmica aumentando a resistência a fissuras ou microfissuras.

FONTE:
Materiais de Construção 2- Luis Alberto Falcão Bauer
Revista Tecnhé

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